Lição 2 • 12 de abril de 2026 • 2º Trimestre de 2026
“E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.” (Gn 12.7)
Quando Deus faz uma promessa incondicional, Ele a cumpre plenamente.
Por intermédio da vida de Abrão, aprendemos que a fé é o fundamento da vida cristã. Precisamos confiar em Deus mesmo quando as circunstâncias são contrárias e nada parece fazer sentido, pois Ele está no controle de todas as coisas e prepara o melhor para aqueles que nEle confiam. Entre as muitas promessas feitas a Abrão, estava a de que sua descendência seria como o pó da terra (Gn 13.16). No entanto, o patriarca enfrentaria inúmeras dificuldades, pois uma fé que não é confrontada e testada não passa de uma ilusão. A fé verdadeira é provada nos embates e conflitos da vida.
A) Objetivos da Lição: I) Apresentar o retorno de Abrão do Egito para Canaã; II) Enfatizar as consequências das nossas escolhas; III) Mostrar os altares erguidos por Abrão a Deus.
B) Motivação: Como anda a sua fé? Você tem sido provado? Isso indica que está no caminho certo, pois Deus prova a nossa confiança. Muitas vezes não entendemos seu agir silencioso e pensamos que nada está acontecendo, mas é justamente nesses momentos que a fé precisa prevalecer. Abrão não compreendia todos os fatos, mas seguia confiando no Senhor. Assim aprendemos que a verdadeira segurança não está nas circunstâncias, mas em Deus, que guia cada passo e trabalha em nosso favor mesmo quando não percebemos. Ele usa cada prova para amadurecer nossa caminhada.
C) Sugestão de Método: Para introduzir o primeiro tópico da lição, faça a seguinte pergunta: “Você busca a orientação de Deus antes de tomar decisões e fazer escolhas?”. Dirija a pergunta diretamente aos alunos, incentive as respostas e ouça cada um com atenção. Explique que uma escolha equivocada pode trazer prejuízos profundos e, por vezes, irreparáveis. Ló, sobrinho de Abrão, é um exemplo dessa verdade: ao separar-se do tio, escolheu o caminho que lhe parecia melhor aos olhos naturais. Ele não consultou a vontade de Deus nem demonstrou honra ao chefe do clã ao escolher primeiro as terras. Agiu de forma precipitada e guiado pelo olhar. Destaque aos alunos que não devemos agir sem refletir e, sobretudo, sem oração, pois Deus conhece todas as coisas e sabe o que é melhor para nós. Ressalte que escolhas erradas podem gerar crises em diferentes áreas da vida.
A) Aplicação: Depois de expor todos os tópicos da lição, aplique as verdades estudadas mostrando que não devemos tomar decisões sem consultar a Deus, como fez Ló, pois toda escolha traz consequências. Abrão, ao contrário, escolheu o caminho da fé, da obediência e da adoração, e o Senhor o honrou com promessas extraordinárias.
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 105, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Era para deixar a parentela”, localizado depois do primeiro tópico, aprofunda a ideia de que Abrão não deveria ter levado seu sobrinho e sua parentela; 2) No final do segundo tópico, o texto “Levantou Ló os seus Olhos” mostra que Ló foi precipitado na sua escolha, e isso trouxe sérias consequências para ele e sua família; 3) No final do terceiro tópico, o texto “Altar” ajuda a compreender como esses altares eram construídos e qual era sua finalidade nos tempos do Antigo Testamento.
Abrão e seu sobrinho Ló saíram juntos de Ur dos Caldeus. O Senhor era com Abrão e sua casa; e seu sobrinho também desfrutou de uma grande prosperidade. Depois de retornarem do Egito, Abrão e Ló precisaram se separar, pois não havia mais espaço para os seus animais pastarem juntos, o que gerou contenda entre seus pastores. Depois de se separarem, Deus prometeu a Abrão que sua semente seria como o pó da terra e que lhe daria todo aquele lugar por herança.
Palavra-Chave: PROMESSAS
Devido à riqueza de Abrão e de Ló, no retorno para Canaã, a terra onde estavam acampados não comportava as famílias do tio e do sobrinho: “[…] porque sua fazenda era muita; de maneira que não podiam habitar juntos” (Gn 13.6). É importante ressaltar que Deus já havia alertado a Abrão que ele deveria sair de sua terra e da sua parentela (Gn 12.1). Longe da família e dos seus conhecidos, Abrão teria a sua fé lapidada por Deus.
Abrão deve ter se entristecido ao constatar que seus pastores e os de Ló estavam brigando por pastagens. Percebendo o problema, o patriarca chamou seu sobrinho e propôs uma solução generosa: que Ló escolhesse primeiro a direção para onde queria ir — se ele optasse pela esquerda, Abrão seguiria para a direita; e, se escolhesse a direita, ele tomaria o caminho oposto. Dessa forma, o patriarca demonstrou que preferia manter a comunhão do que insistir em seus próprios direitos, confiando que Deus cuidaria de sua porção na terra (Gn 13.8,9). Temos que seguir seu exemplo, pois a Palavra de Deus nos exorta a “se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). Agir de maneira pacífica não significa fraqueza ou covardia, mas demonstra o caráter de quem tem uma fé alicerçada em Deus.
Ló não buscou a direção de Deus em sua escolha e nem respeitou seu tio. Escolheu somente pela aparência, vendo a beleza da fertilidade da campina do Jordão (Gn 13.10,11). Abrão, homem de fé, temente a Deus, preferiu escolher a terra prometida por Deus, a terra de Canaã: “Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR” (Gn 13.12,13). O lugar escolhido por Abrão não era tão aprazível quanto ao que Ló escolheu. Contudo, o patriarca teve a bênção de Deus. Isso nos mostra que não devemos decidir nada sem a direção de Deus, nem nos deixar levar pelas aparências. Escolhas sem a orientação divina quase sempre resultam nas piores consequências.
Nossas escolhas são opcionais, mas as consequências são inevitáveis e quase sempre imprevisíveis. O texto bíblico nos mostra que Deus aprovou a escolha de Abrão (Gn 13.14). Ele estava na direção de Deus e agindo de maneira correta. O Senhor o orientou sobre o futuro daquela terra, bem como sobre as consequências de sua submissão à vontade dEle. Em breve, Abrão iria colher os frutos de suas escolhas, “porque tudo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).
Tempos depois, a terra que Ló escolhera foi invadida por quatro reis, que o levaram cativo com sua família (Gn 14.12). Já imaginou o arrependimento dele por ter escolhido aquela terra? Sua escolha não teve a direção de Deus. Agora Ló estava colhendo aquilo que ele havia semeado.
Quando Abrão tomou conhecimento do que havia acontecido com seu sobrinho, saíram ele e todos os seus empregados em defesa de Ló. A atitude do patriarca demostrou que ele não tinha nenhum tipo de ressentimento quanto à escolha de Ló. Abrão pelejou em favor de seu sobrinho e libertou ele e a todos que foram levados cativos (Gn 14.14-16). O “pai da fé” confiava em Deus e sabia o momento certo de agir. Precisamos orar, confiar no Senhor, mas também agir no momento certo.
Além de ser um homem de fé e obediência, Abrão era um adorador. Ele levantou altares, quando passava pelos lugares em consagração e adoração ao Senhor. A Bíblia registra a construção de quatro altares por Abrão.
Abrão construiu o primeiro altar em Siquém, que significa “ombro”. Essa era uma das cidades de refúgio. O altar em Siquém foi erguido em gratidão a Deus pelas bênçãos e promessas que recebeu. Ali Deus apareceu a Abrão e lhe prometeu que daria aquela terra à sua descendência (Gn 12.7).
Abrão também construiu um altar em Betel (que significa Casa de Deus) e ali invocou o nome do Senhor (Gn 12.8). Ele sabia o que era estar na “Casa de Deus”. Não era só um homem de fé, mas um adorador por excelência. Hoje, há muitos crentes que não dão valor à Casa de Deus, ao lugar escolhido e consagrado para adorá-lo. Mas congregar é um dever de todo cristão fiel (Hb 10.25).
É interessante que Abrão foi para Hebrom, que significa “união”, depois que seu sobrinho Ló separou-se dele. Tal fato nos lembra que, em nossa jornada, devemos viver em união: “Oh!, quão bom e quão suave é, que os irmãos vivam em união […]” (Sl 133.1). Precisamos permanecer no amor fraternal (Hb 13.1).
O altar construído em Moriá foi o que mais lhe causou preocupação na alma, pois ele teria que sacrificar seu filho da promessa, Isaque, nesse altar (Gn 22.9). Deus provou a fé de seu amigo. Não foi fácil para o patriarca ouvir aquela determinação. Imagine o coração do pai quando o filho perguntou: “Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22.6,7). A resposta do patriarca demostrou toda a sua confiança em Deus. Ele afirmou: “[…] Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho […]” (Gn 22.8). Tal acontecimento não foi uma encenação. Foi uma prova real que revelou a obediência e a fé do patriarca. Ali, Abraão, diante de Isaque, inocente, edificou um altar, chamou o seu filho e o amarrou sobre a lenha. Isaque poderia ter protestado, mas submeteu-se resignadamente, demonstrando a sua confiança no Deus de seu pai e, certamente, também o seu. Depois de provado, o anjo mostrou a Abrão um cordeiro para o sacrifício.
Como homem de fé, Abrão tinha um relacionamento com Deus. E em cada fase de sua jornada, boa ou difícil, ele sempre construía um altar de adoração ao Senhor. Abrão nos ensina a respeito da fé e da adoração genuína a Deus. Que assim como fez Abrão, venhamos erguer altares ao nosso Pai em gratidão e adoração por tudo que Ele é e tem feito por nós.
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